04/08/2008 14:10 Estamos de volta com o curso de quadrinhos! A partir do dia 16 de agosto, sempre aos sábados pela manhã, das 8h30 as 11h30, estarei ministrando a segunda edição do curso de extensão em história, análise e crítica de Histórias em Quadrinhos da PUCRS, junto com o Guilherme.
Segue o release (que saiu hoje no HQ Maniacs): Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Curso de Extensão em Histórias em Quadrinhos - História, Análise, Crítica, na PUC-RS, em Porto Alegre.
O curso tem como principais objetivos refletir sobre as características das histórias em quadrinhos em seu contexto histórico, com foco nos quadrinhos americanos de super-heróis; analisar criticamente seus principais personagens; traçar um panorama das principais publicações da atualidade, bem como dos principais autores e obras que fundamentaram o estilo moderno de fazer quadrinhos.
O curso terá uma abordagem puramente teórica, voltada para a compreensão das histórias em quadrinhos. Nesta segunda edição, os alunos realizarão uma análise das formas narrativas presentes em cada período dos quadrinhos, através da leitura de obras selecionadas.
Serão abordados assuntos como o surgimento dos quadrinhos, seus elementos, tipos e definições, bem como as influências que fizeram nascer os atuais heróis das HQs. Em seguida, o aluno estuda a evolução das histórias e de seus personagens, com destaque para períodos como: a relação entre os super-heróis e a Segunda Guerra Mundial, a perseguição e a censura aos quadrinhos durante o macartismo, a volta dos heróis e a humanização dos mesmos por Stan Lee, a influência do marketing sobre o rumo das histórias, a bolha especulativa da década de 90, o impacto do 11 de setembro no conteúdo destas publicações e a polêmica relativa à classificação dos períodos da história dos quadrinhos em eras.
Os autores mais renomados dos quadrinhos de super-heróis terão aulas específicas, que analisarão as obras de Frank Miller (Batman: O Cavaleiro das Trevas, Sin City, 300 de Esparta), Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Miracleman) e Neil Gaiman (Sandman, Livros da Magia).
O Brasil não ficará de fora. Haverá uma aula dedicada à publicação nacional.
Por fim, é traçado um panorama da atual produção de quadrinhos nos Estados Unidos, com as principais obras e autores. A metodologia consiste em aulas expositivas, exibição de vídeos e apresentação do objeto de estudo.
O curso se inicia dia 16 de agosto e termina 22 de novembro. Serão 13 encontros de 3h/aula, entre 8h30 e 11h30, sempre aos sábados. As vagas são limitadas.
As aulas serão ministradas pelos especialistas em imagem publicitária e pesquisadores de quadrinhos Samir Machado de Machado e Guilheme Smee Sfredo Miorando, no prédio da Faculdade de Comunicação Social.
O curso conta como atividade complementar para os cursos de Comunicação Social, Letras, Psicologia, História e Pedagogia. enviada por Samir
Detalhe: impossível encontrar uma edição desse jornal em Porto Alegre. Percorri todas as bancas da cidade. Um problema no avião qeu distribui o jornal, me disseram os jornaleiros da praça da alfandega. Que coisa.
Detalhe 2: Ficção de Polpa 2 nos lançamentos, logo ali em cima, no canto superior esquerdo.
Detalhe 3: Ao contrário do que está escrito ali, meu nome não é Samir Machado de Almeida. É Machado de Machado mesmo.
enviada por Samir
24/07/2008 21:31
Mais eventos à vista: na próxima terça-feira dia 29, na livraria Bamboletras, acontece o lançamento da quinta edição da revista literária Norte. Nesta edição, sai publicado o meu conto Os Ventos, que corre o risco de ser adaptado para um curta-metragem de animação. Vai lá que vale a pena, a revista custa só R$ 3,50. Estarei lá, e estarei te esperando.
enviada por Samir
23/07/2008 21:43
Encontrado após navegação aleatória na web: foto da exposição, que provavelmente aconteceu no ano passado em algum lugar da Inglaterra, dos setenta anos da penguin books. Detalhe para a foto mostrando as aplicações dos logos da Penguin, do modo como foram pensadas pelo próprio Jan Tschichold (do qual estou terminando de ler A Forma do Livro, série de ensaios e artigos sobre estética da tipografia que versa até sobre as origens históricas do recuo de parágrafo - que, a propósito, é bem legal - e que, apesar de terem sido escritos na primeira metade do século XX tendo em visa tipógrafos, é muito útil pra um diagramador atual).
E por falar em Penguin, acrescentado nos links laterais está o site de David Pearson, designer responsável pelas capas atuais das coleções do penguim inglês. enviada por Samir
Discussão acalorada entre cinéfilos: terá sido esse o melhor filme do Batman "de todos os tempos"? Ou o posto ainda cabe á Batman O Retorno, o segundo filme dirigido por Tim Burton, que para quem não associa uma coisa á outra, era aquele que tinha a Mulher-Gato, o Pinguim, mas ainda não tinha mamilos de borracha. E é tão importante assim que se tenha o Batman definitivo a cada novo filme?
Ao contrário dos visitantes do imdb, que escolheram Batman Cavaleiro das Trevas o melhor filme de todos os tempos (acima de O Poderoso Chefão I e II. a constar), não achei o novo filme do Batman o melhor-alguma-coisa-de-todos-os-tempos, mas sim, achei o filme fantástico de bom - e pretendo rever em breve. Aliás, o fato do filme ter suscitado discussões do tipo já acho saudável - sobre o quanto queremos que um filme de super-heróis seja sério e realista. Opinião pessoal, isso é saudade de infância. O Batman burtoniano, mais próximo do fantástico, herói do cinema de aventura pesadão e amoral dos anos 80, estilo Robocop, Stallone e Scwarzenneger, não se encaixa mais no mundo pós-11 de setembro, pós Bourne, pós filmes-Marvel cujos heróis, no final das contas, são mais calcados no cotidiano do que no mito.
E a moto do Batman mata a pau.
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Não repercutindo: resenha de Areia nos Dentes, romance de estréia do Antônio, resenhado no enviada por Samir
18/07/2008 09:57 Livros: O lançamento de Desencantado Carrossel, a constar, foi um sucesso muito além do esperado. Aliás, me acostumei a ouvir a máxima de que "livro de poesia não vende" (tanto que o vencedor do Açorianos, ano passado, chamava-se justamente O menos vendido. Nada me deixa mais feliz que, sendo uma Não-Editora, só para fugir dos padrões o livro do Diego Grando foi nosso terceiro livro mais vendido numa noite de lançamentos. E isso encerra nosso primeiro semestre de atividades com chave de ouro.
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Cinema: louco de ansiedade para ver o novo Batman, apesar da campanha viral. Pra um publicitário formado e atuante na profissão, tenho cada vez mais uma relação de amor e ódio com meu próprio ofício. Campanhas virais como a de Batman (produzida pela mesma Warner que nos encheu os tubos com as campanhas de Matrix) são o ápice do ego publicitário inflado enchendo-se de auto-importância e delírios masturbatórios. Gente, é um filme. Não é um mundo real á parte do nosso. O Batman não existe, o Coringa não existe. Neo e Agente Smith também não existiam, embora Keanu Reeves, infelizmente sim. E depois que acaba essa coisa toda, na maioria das vezes você assiste o filme e esquece da campanha (e as vezes, dos filmes, como as continuações saturantes de Matrix, diga-se de passagem). A sorte é que Chritopher Nolan não é um irmão Wachowsky, senão rebatizaria o Coringa de Nietszche para que o nerd wannabe hipotético sentisse no filme uma grandeza maior que a vida e descobrisse ali uma verdade absoluto sobre a vida, o universo e tudo o mais.
A propósito, eu estou predisposto a gostar do filme do Batman mesmo que seja uma bomba (o que duvido que seja). Só me irritei com a Matrixação do filme pela sua próprio campanha de marketing.
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QuadrinhosTorcendo para que o trailer de Watchmen passe nos cinemas hoje, junto com as cópias de Batman (como está acontecendo nos EUA), o Gui aponta vinte motivos pelo qual todo ser humano pensante, com um mínimo de respeito por revistas em quadrinhos como uma possibilidade de expressão artística, deveria ler Watchmen. enviada por Samir
Muito provavelmente, se eu não soubesse que vêm aí uma adaptação do Fernando Meirelles para esse livro, eu tão cedo não o teria lido. O que mais ouvi de amigos foi que o texto de Saramago é arrastado e que seus paragrafões são cansativos. Então, foi movido pelo meu troca-troca de férias com os sebos, que acabei pondo as mãos em Ensaio sobre a Cegueira e, para a minha sorte, o livro é (ou melhor dizendo, eu achei) sensacional. E envolvente do começo ao fim. Nunca tinha lido Saramago antes, e na real, o fato de vir narração e diálogos tudo embromado sem pontuação em parágrafos que não tem fim, misturando o ponto de vista do narrador e dos personagens sem marcações claras de onde começa um e termina o outro, alternando fluxos de consciência e descrições objetivos, me deu uma sensação de fluidez do texto incrível, ainda que, em nenhum momento, eu deixe de ter também a sensação de que estou ouvindo o avô de alguém me contar uma história, com toda a formalidade e as pausas para comentários pessoais que os avós fazem quando te descrevem coisas de velhos tempos.
Na epidemia de cegueira que assola uma cidade anônima e seus habitantes anônimos, a maior parte do livro centrada no confinamento imposto pelo governo ao grupo de personagens principais, num manicômio abandonado, em vários momentos pensei em Filhos da Esperança, no clima de governo autoritário com idéias fascistas, e A Estrada, com a fome e a imundície reinante (aliás, se pessoas costumam dizer que alguns livros/filmes, se torcer sai sangue de tão violentos, desse aqui Cegueira sai merdas e todo tipo de diarréias). O livro (do Saramago) foi escrito em 1995, seis anos antes do onze de setembro, mas com o filme saindo esse ano, o clima geral se insere na onde de filmes pós-pós-apocalípticos. O fim do mundo não provoca mais tanto horror quanto a idéia de que se sobreviva a ele e se passe a viver nas sobras da civilização.
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Momento Curiosidades de Almanaque: como o livro vem em português de Portugal, descobri que alavanca da caixa de velocidades é o equivalente à marcha do carro, que penso rápido e penso higiênico equivalem, respectivamente, à band-aid e absorventes íntimos.
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Momento bizarro: enquanto escrevia esse post, tocaram no meu interfone (hoje é meu último dia de férias, estou em casa). Fui atender. Uma senhora falando sobre os eventos recentes no mundo que nos encaminham para o fim do mundo e se poderemos sobreviver, e pediu permissão para colocar um folheto explicativo na minha caixa de correio. Eu disse que sim. enviada por Samir
Na mesma coluna, ele resenhou também o McSweeney's Mammoth Treasure of Thrilling Tales, livro organizado por Michael Chabon (que, junto com Ian McEwan e Cormac McCarthy, é a minha Santíssima Trindade do momento, e de quem acabo de ler Usina de Sonhos, seu livro de estréia lançado em 1986). Esse livro da McSweeney's tem proposta semelhante à do Ficção de Polpa e serviu como referência - mas claro, conta com autores do cacife de um Neil Gaiman, Michael Crichton, além do próprio Chabon.
E neste domingo, as 16h no Ocidente, vou estar participando da mesa-redonda "o que é a nova literatura?", parte do Primeiro Popular Porto Alegre de Ruído e Literatura volume III. Apareçam lá. enviada por Samir
28/06/2008 14:10 A evolução do arroz: na quarta-feira, consegui não queimar o arroz. Também não consegui que cozinhasse bem, porque coloquei pouca água. Mas já foi um passo. Na terceira tentativa, quinta-feira, o arroz ficou cozido, mas deveria ter esperado secar mais.
Minha tentativa de fazer bolo receita pronta, bolo Sol, que eu acreditava ser inabatumável mas já me avisaram que não é bem assim deu certo. Não cheguei ao ponto de colocar calda nem nada, calma, foi o primeiro bolo que fiz em cinco ou sete anos (na verdade, um bolo brownie da Oetker).
Placar até agora: Samir 1 x 3 fogão. enviada por Samir
Quem quiser aparecer no Ocidente no domingo à tarde, estarei participando da mesa-redonda O que é a nova literatura, conforme marcado na programação abaixo. Vamos lá, vai ser legal.
19 horas Sessão de autógrafos
Mário Bortolotto
Rogério Skylab
20 horas Primeiro Popular Porto Alegre VOL. II (R$ 10,00)
Ana Paula de Freitas, Antônio Xerxenesky
Ariela Boaventura, Ben Berardi
Cardoso, Cíntia Moscovich, Douglas Dickel
Eduardo Branca, Fapo e os Humanóides
Fabio Zimbres, Gilson Vargas, Julio Reny
Laura Leiner, Plato Divorak, Rogério Skylab
Lavanderia Psicodélica de Charlie Chan
Leo Felipe & Murilo Biff, Marcelo Noah
Mário Bortolotto, Nenung, Os PoETs
Durante o evento - Exposição e bancas de venda
Palavraria, Não Editora, Jornal Vaia, Galeria Adesivo
29/06 - DOMINGO OCIDENTE
16 horas Mesa: MAS O QUE É A NOVA LITERATURA? (Entrada Franca)
Carlos André Moreira (Zero Hora)
Fernando Ramos (Jornal Vaia)
Jimi Joe (Unisinos FM)
Leo Felipe (Editora Idéias a Granel)
Luiz Maurício Azevedo (Editora Bipolar)
Samir Machado de Machado (Não Editora)
20 horas Primeiro Popular Porto Alegre VOL. III (R$ 10,00)
Antônio Carlos Falcão, Carlo Pianta
Carlos Ferreira, Carol Bensimon
Daniel Pellizzari, Dedé Ribeiro
Fabrício Carpinejar, Frank Jorge
Júlio Conte, Laura Leiner
Mário Bortolotto, Nei Lisboa
Patsy Cecato, Paulo Seben, Pedro Gonzaga
Rafael Ferreti, Rogério Skylab, Tom Enola
Festa de Encerramento
Show com a banda JUSTINE
Patrocínio: Palavraria, Master Hotéis, Bar Ocidente
Apoio: Ipanema FM, Loop Reclame, OSSIP, Zelig Bar, Muffuletta
25/06/2008 13:01
Fritei um bife. Não é a primeira vez, claro, mas é o primeiro bife que frito em uns tres ou quatro anos. Não existe muito erro em se fritar um bife, ainda mais de guisado. O arroz foi mais complexo, mas ficou com um ar diferente. Se alguém viesse almoçar comigo hoje e perguntasse o que coloquei de diferente no arroz, eu responderia: fogo. Não é o primeiro arroz que faço, mas é o primeiro em uns cinco anos, pelo menos. Uma das coisas que me coloquei como tarefa de férias foi aprender a cozinhar coisas qeu não sejam só abrir o pacote e ferver.
Nível de dificuldade: 1.
Porcentagem de sucesso: 60%.
Próximo passo: strogonoff (ou estrogonofe, se esse blog fosse revisado pelo Rosp), com convidados-cobaias.
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Nessa segunda-feira gravei entrevista para o programa Letras Nossas, apresentado pelo meu ex-professor do curso de criação literária, Luiz Antonio de Assis Brasil. O programa vai ao ar na quarta-feira, dia 2 de julho, às 22h. Tem reprises quinta 13h 30min e 21h e sábado e domingo às 21h.
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Na parada de ônibus da PUCRS, a banquinha de cachorro quente trazia um cartaz com opções: maionese, mostarde e cat chup. Esse compete com o mouse de chocolate da Cachaçaria Água Doce. enviada por Samir
23/06/2008 21:18
Sim, estou de férias. Quinze dias, contando a partir de hoje. Na prática, desde sábado. Primeiras férias em dois anos e meio, com a sensação de ter encerrado um ciclo e prestes a iniciar outro.
Atualiazações mais frequentes neste blog na próxima quinzena, a principio. enviada por Samir
15/06/2008 22:21 "Com a publicação de Ficção de Polpa Volume 2, organizada pelo gaúcho Samir Machado de Machado, surge a primeira série de antologias originais do Brasil - antes tarde do que nunca!"
Roberto de Sousa Causo, do Terra Magazine, falando sobre Ficção de Polpa. A matéria principal é uma entrevista comigo, realizada ao longo dessa semana, e pode ser conferida aqui.
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Está no ar a segunda edição da revista virtual Things. O segundo numero conta com um artigo do Guilheme Smee sobre a HQ Black Holes, uma entrevista com Raquel Medeiros (que fez a "bolsa ficção de polpa" que circulou pelo Cult no dia do lançamento) e um artigo meu sobre Indiana Jones. Para ver a revista, clique aqui
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Vasculhei a web atrás de uma edição de Os Pássaros, de Daphne du Maurier. Não encontrei nenhuma edição recente em português, se é que alguma vez existiu uma, e mesmo em inglês, não parece muito fácil achar uma coletânea que contenha o conto. Acabei encontrando uma edição alemã, para estudo de linguas, que traz o conto original, acrescido de pequenas notas tradutórias em alemao. Deu pro gasto. A história é bem diferente do filme, mas o clima é o mesmo, e os elementos são o mesmo. O personagem principal é o caseiro de uma fazenda no norte da Inglaterra, que testemunha um ataque de pássaros ao quarto de seus filhos uma noite, tenta avisar o senhorio, liga para a polícia, mas ninguém lhe dá atenção, enquanto que, da praia, ele consegue ver que os pássaros estão se reunindo para um ataque massivo. A parte do isolamento na casa é bastante parecida com o livro, uma diferença interessante está que numa sugestão de origem para os ataques, que sugere mudanças subitas no clima e, como não podia deixar de ser, uma metáfora para ameaça comunista. enviada por Samir
Após pedidos/protestos do Fredy contra minha tosca tradução ao estilo all your base are belong to us, coloco o trecho original (que o autor não me processe por isso).
As Scholem writes: The danger is not that the golem will develop overhelmig powers, it lies in the tension which the creative process arouses in the creator itself. Sometimes I fear to write, even in fictional form, about things that realy happened to me, abour things that I really did, or about the numerous unattractive, cruel, or embarassing thoughts hat I have at one time or another entertained. Just as often, i find myself about disturbing or socially questionable acts and states of mind that have no real basis in my life at all, but whch, I am afraid, people will naturally attribute to me when they read what I have written. Even if I assume that readers will be charitable enough to absolve me from personally having done ou thought such things itself a dubious assumption, given my own reprehesible tendency as a reader to see autobiography in the purest of fictions the mere fact that I could even imagine someones having done or thought them, whispers my fear, is damning in itself.
(...)
If a writer doesnt give away secrets, his own or those of the people he loves, if she doesnt court disapproval, reproach, and general wrath, wheter of friends, family or party apparatchiks, if the writer submits his owrk to an internal censor long before anyone else can get their hands on it, the result is pallid, inanimate, a lump of earth.
Michael Chabon, The Recipe for Life, em Maps and Legens enviada por Samir
Se aventura tivesse um nome
Ah, sim. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal estreou no cinema e eu não comentei nada aqui. Escrevi uma crítica empolgada do filme para a edição desse mês da Noize, e um artigo um pouco mais contido, mas também elogioso sobre o filme, para a ThingsMag, que deve entrar no ar em breve, e na real não agüento mais escrever sobre a mesma coisa. Sim, gostei do filme vi duas vezes, uma na pré-estréia em companhia dos amigos, como a muito não nos encontrávamos numa fila de cinema, e outro do dia da estréia, com família.
Repetindo um trecho do artigo da Things: se o motivo principal que leva alguém hoje aos cinemas para assistir a Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é reencontrar o deslumbramento e a emoção de quando viu os primeiros filmes da série - sensações estas que talvez só sejam possíveis fazendo do filme uma experiência coletiva, e assisti-lo numa sala de cinema, de preferência bem lotada, se torna essencial - então em meio ao revival anos oitenta que já se arrasta desde o início da década, seria esse filme o primeiro a, de fato, estabelecer uma reconexão emocional de uma geração de espectadores com o feeling de duas décadas atrás.
Definitivamente, é um filme para se ver em sessões lotadas. Em termos de entretenimento, acho que funciona para se pôr em foco o que o público em geral espera que seja um cinema minha madrinha veio me comentar, a pouco, do quanto estava ansiosa pra ver esse filme! Em termos pessoais, me diverti pra caralho.
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(A propósito: Ficção de Polpa 2, hoje, 4 de junho, no Cult Bar. Comendador Caminha 348, em frente ao Parcão. A partir das 18h). enviada por Samir
02/06/2008 14:22 "Toda literatura, de alto ou baixo nível, da Eneida em diante, é fanfiction. É por isto que a noção de Harold Bloom de ansiedade da influência sempre me soou vazia. Através da paródia e do pastiche, da alusão e da homenagem, recontar e reimaginar as histórias que nos foram contadas e que amadurecemos amando - amadores, no sentido literal da palavra - nós prosseguimos, procurando nos espaços em branco dos mapas de nossos escritores favoritos que, em sua grandeza e neglicência, nos foram deixados, na esperança de que os passemos a nossos próprios leitores - se tivermos sorte o bastante de encontrar um - um pouco do prazer que nós mesmos sentimos das coisas que gostamos: de entrar no jogo. Todas os livros são sequências, influência é uma bênção".
Michael Chabon, Fan Fictions on Sherlock Holmes, em Maps and Legends, 2008, McSweeney's Publishing.
Se um único parágrafo fizer valer um livro, esse já me foi o bastante. Ainda assim, tem mais (aqui, em tradução tosca minha). enviada por Samir
30/05/2008 11:03
Quando eu tinha uns oito ou nove anos, ganhei alguns exemplares velhos de uma enciclopédia velha que pertenceu a um dos meus primos todos meus primos eram muito mais velhos do que eu, o mais novo devia ter quase vinte nessa época e os mais velhos batiam de idade com meus pais. Bem, eu adorava a enciclopédia, adorava a ideia de reunir tanta informação de modo aparentemente aleatório numa página, resumo biográfico de alguma pessoa importante, logo em seguida, a descrição de uma planta. Peguei um lápis e comecei a rabiscar algumas coisas no espaço das margens das páginas, desenhos ou sei lá o que, inspirados pelos verbetes. Meu primo, quando viu, me censurou livro não se risca, disse. E isso meio que foi um tabu para mim por muito tempo: que um livro deve ser mantido imaculado, quase como novo, como demonstração do bom trato dado pelo dono á ele. E riscar nele, nunca.
Levou quase duas décadas pra que eu percebesse que tremenda bobagem tinham me ensinado, coisa que, hoje vejo, vêm de uma mentalidade passiva em relação à literatura. Não só estou tentando pegar o hábito de levar papel e caneta sempre á mão comigo pra não perder algumas coisas que me vêem a cabeça, como finalmente consegui pegar o hábito de sublinhar trechos que me despertam a atenção em breve, quero tentar fazer anotações também. A única razão que vejo para se manter um livro em estado de recém-comprado é se for pra revender pra um sebo em seguida, e fiz isso semana passada com meus exemplares de O Pêndulo de Foucauldt e dos Contos Inacabados do Tolkien, dois livros chatíssimos trocados por um exemplar em perfeito estado de Reparação, que quero emprestar pra alguém pra ter certeza de que aquele livro foi folheado e lido pelo menos uma vez, já que li o meu emprestado de alguém (do António, creio). Mas ler um livro sem ao menos sublinhar algo é o mesmo que engolir a comida sem mastigar, sem nem sentir o gosto. Também não simplesmente para provar que você esteve ali provar que leu existe para livros de faculdade, não pra literatura.
Imagino que isso tudo é uma tremenda obviedade pra algumas pessoas, mas foi um pequeno horizonte meu que se expandiu recentemente, e me peguei pensando nisso enquanto lia Maps and Legends, primeiro livro de não-ficção do Michael Chabon. Eu quero engolir e digerir minha biblioteca, e não transformá-la num museu particular.
E para amigos que me emprestam livros e lêem esse blog, não se preocupem, eu não risco livros alheios. enviada por Samir
E nesse caso, um filho coletivo, fruto do trabalho de 21 seres vivos - e 1 morto há 85 anos. A partir do dia 04 de junho estará a venda nas livrarias de Porto Alegre - e pela internet, através da Livraria Cultura e Livrarias Curitiba o mais novo volume de ficção de polpa, desta vez contando com autores de outras partes do Brasil e de Portugal, e com um texto clássico de ficção cientifica, Uma odisséia marciana, em nova tradução.
A sessão de autógrafos de lançamento será no dia 4 de junho, quarta-feira próxima, no Cult Bar, na Comendador Caminha (em frente ao Parque Moinhos de Vento), começando a partir das 18h. enviada por Samir
24/05/2008 21:17 Nota fúnebre
"Ralph" foi batizado com esse nome devido a um personagem que eu desenhava em histórias em quadrinhos quando criança, um tiranossauro cor-de-laranja que uma família criava como animal de estimação. Na vida real, se transformou num cocker spaniel branco com manchas caramelo.
Me acostumei a tropeçar nele por catorze anos, é difícil perder o hábito de andar pela casa sem ficar cuidando o chão. enviada por Samir
23/05/2008 10:41 Autores e obra
Reação de Saramago ao assistir pela primeira vez Blindness, adaptação de Fernando Meirelles para o seu Ensaio sobre a Cegueira. Link passado pelo Fredy.
enviada por Samir
19/05/2008 10:56
Final de semana com cheiro de pó e gosto de berotec aerosol, após seis meses praticamente vivendo num almoxarifado, desencaixotei livros, quadrinhos, revistas em geral, para guardá-los em prateleiras modulares de fórmica que chegaram em casa nesse final de semana - apenas para perceber quanta tralha e tranqueira inútil alguém com tendências materialistas e consumistas pode acumular. E concluí que preciso de critérios mais específicos para minhas coleções. Pra quê alguém acumularia mais de 500 exemplares da revista do Pato Donald? Decidi restringir a coleção somente ás edições dos anos 80 até meados dos anos 90, período em que elas adquirem um certo tom nostálgico. Mesma coisa com os gibis do Homem-Aranha, vou me limitar apenas aos 100 primeiros números. A coleção de bolachas de cerveja restringe-se apenas á bolachas personalizadas de bares. A coleção de notas e moedas se manterá encaixotada até o dia em que eu me dispuser a organizá-la e catalogá-la. Uma coleção de figurinhas de chiclete ping pong encontrou o caminho do lixo - nem tudo dá pra vender no Mercado Livre, imagino. E uns bons livros vão encontrar o caminho do sebo. Se alguém tiver interesse numa edição em perfeito estado de O Pêndulo de Foucauldt, me avise.
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Novos links adicionados ali do lado: o site pessoal do designer Chipp Kidd, Good is dead, está no ar. Atenção para a sessão "work", com algumas das dezenas de capas que ele fez no ultimo ano, incluindo designs para a DC Comics
O site/blog Animatoons, voltado exclusivamente para cinema de animação, é bem atualizado sobre lançamentos em cinema ou dvd ou primeiras imagens promocionais de projetos interessantes.
13/05/2008 10:24 News
O lançamento de Areia nos Dentes foi bem legal, Palavraria lotada, materia em ZH e Correio do Povo, entrevistas do Antônio no Estúdio 36, Radar, Ruy Carlos Ostermann. E hoje, terça, Ficção de Polpa vai finalmente para a gráfica. O lançamento já está marcado, será no dia 4 de junho. Mais informações no decorrer dos eventos.
Pequena dica gastronômica: uma pizzaria nova na Henrique Dias, a Pizza Jack, escondida na quadra entre a Fernandes Vieira e a João Telles, é minha nova pizzaria favorita.
Filmes: Assisti Speed Racer nesse final de semana. Divertido. E colorido. As cores do mundo ficam um pouco mais opacas depois desse filme.
Comprei o dvd de Os Pássaros com a desculpa de mostrá-lo aos enteados do meu pai, de idades entre 8 e 16 anos. Renovou minha fé no cinema saber que o filme conseguiu ser interessante e prender a atenção de um pequeno público acostumado aos filmes de terror histéricos de hoje em dia, e ao hiperrealismo dos efeitos especiais.
E na edição dessa semana do jornal CineSemana, saiu um artigo meu, explicando o porqu~e da moda atual dos filmes de super-heróis. Mais tarde posto aqui. O jornal é distribuido nos cinemas GNC.
08/05/2008 12:05
Não conheço o site, quem nos passou isso foi nosso webdesigner. Mas o site da Não Editora foi parar nessa seleção do site web da gente, que faz uma seleção os melhores sites brasileiros da web, entre sites como o da Camiseteria, Levis e Boticário.
E na Zero Hora de hoje:"a editora vende a idéia do livro como um "faroeste com zumbis",algo que filia voluntariamente o livro a uma estética de cultura pop/trash. Talvez a melhor definição, entretanto, para o romance Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky, é um misto de western com elementos do fantástico e experimentalismo formal pós-moderno". enviada por Samir
05/05/2008 17:21
A Não Editora inicia seus lançamentos de 2008 com Areia nos Dentes, o comentado faroeste com zumbis do Antônio Xerxenesky. Sim, faroeste. Com zumbis. O livro, que já se encontra nas livrarias, tem lançamento oficial e sessão de autógrafos nessa quinta-feira, nas 19h, na Palavraria Livraria-Café, ali na Vasco da Gama.
Ah, capa e projeto gráfico são minhas contribuições para o livro.
enviada por Samir
02/05/2008 10:31 Abrindo a temporada de lançamentos de blockbusters desse ano, Homem de Ferro tem uma razão de ser, e é Robert Downey Jr. O cara não carrega o filme nas costas, o filme parece existir por ele e pra ele. Claro que carisma do ator não é tudo, se fosse assim George Clooney teria feito Batman e Robin parecer um ótimo filme. Mas é que Homem de Ferro evita correr muitos riscos, e se atém ao básico das histórias de origem, equilibrando humor, ação e um pouco de drama, com historinha correta e vilão megalomaniaco padrão. É um filme que está muito confortável e á vontade em seu papel de adaptação de quadrinhos e entretenimento família. Ou seja, é o novo Homem-Aranha.
Ah, sim. Há uma cena escondida depois dos créditos finais. E é ali que ele arrebata os fãs de quadrinhos. enviada por Samir
25/04/2008 10:47
Juro que, depois que lançar Ficção de Polpa 3, em dezembro, vou passar pelo menos um ano sem organizador uma coletanea outra vez. Não que eu esperasse que não fosse dar trabalho, mas tente sincronizar umas 17 agendas diferentes para que todos os autores estejam presentes na mesma data, encontrar um local que caiba todo mundo e que tenha a ver com o livro em questão, avaliar todas os prós e contras que cada dia da semana traz em termos de publico e divulgação, ficar chateando o revisor, a ilustradora e a assessora de imprensa sobre prazos e manter-se dentro do cronograma.
A boa notícia é que posso ter encontrado o local ideal para fazer o lançamento, agora só falta fechar a data. Se tudo correr como planejado (e contando com um pouco de sorte), Ficção de Polpa 2 entrará em gráfica dentro de nove dias. enviada por Samir
23/04/2008 18:11
Por algum motivo qualquer, acabei pesquisando no YouTube sequências de abertura de desenhos animados dos 80. Nostalgia pra mim é quase sinônimo de melancolia,o que por sua vez não fica muito longe de uma crise de depressão saudosista. Ainda assim, aí vai um videos encontrados no VocêTubo que achei interessantes.
Comentário ao vídeo #1: Nunca ouvi falar de Visionaires ou Mighty Orbots, mas Spiral Zone era um dos meus desenhos favoritos. E creio ter uma vaga lembrança de bonecos e brinquedos de Pole Position e MASK.
Sugestão de leitura: o artigo publicado pelo Gui no site Fanboy.com explicando a questão da divisão da História das HQs em "eras", nesse link, é leitura mais do que recomendada. enviada por Samir